A ANAM realizou mais uma sessão do ciclo “ANAM em Rede”, desta vez dedicada ao tema das Assembleias Municipais Jovens, reunindo cerca de uma centena de Presidentes de Assembleias Municipais de todo o país num momento alargado de reflexão, partilha de experiências e articulação institucional.
A sessão contou com a participação da Secretária de Estado Adjunta da Juventude e da Igualdade, Carla Rodrigues, que interveio na abertura dos trabalhos, bem como com representantes de Cabo Verde, reforçando a dimensão de cooperação e intercâmbio de boas práticas que caracteriza este formato promovido pela ANAM.
Na sua intervenção, o Presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira, sublinhou o papel central das Assembleias Municipais enquanto espaço privilegiado de debate político e exercício de cidadania, destacando a importância de criar condições para envolver as novas gerações nos processos democráticos locais.
O encontro permitiu apresentar e discutir diferentes modelos de implementação das Assembleias Municipais Jovens já em funcionamento em vários municípios portugueses, designadamente Odivelas, Torres Vedras e Leiria. Os respetivos Presidentes das Assembleias Municipais partilharam experiências concretas quanto à organização, metodologias de eleição, temas trabalhados e formas de articulação com escolas e executivos municipais.
A dimensão internacional esteve igualmente presente com os contributos de Leida Santos, Presidente do Conselho Geral da ANMCV – Associação Nacional dos Municípios de Cabo-Verdianos, e de Clara Marques, Presidente da Assembleia Municipal da Praia, que partilharam o processo de criação da primeira Assembleia Municipal Jovem naquele município, evidenciando desafios e oportunidades comuns na mobilização da juventude para a participação cívica.
A sessão constituiu um espaço privilegiado para o esclarecimento de dúvidas práticas relativas a regulamentos, enquadramento institucional e modelos de funcionamento, reforçando o papel da ANAM enquanto plataforma nacional de cooperação entre Assembleias Municipais.
O formato “ANAM em Rede” continua, assim, a afirmar-se como um instrumento estruturante de proximidade, capacitação e coesão entre os órgãos deliberativos municipais, promovendo a troca de conhecimento e contribuindo para o aprofundamento da democracia local em Portugal.

